domingo, 6 de fevereiro de 2011

Dinâmica.


Detive-me muitas vezes diante de escolhas, mas também já me entreguei.

Me rendi ás lagrimas quando minha tristeza era fração dos dias.

E a sorrisos, quando serena alegria tomou-me e fez escapar a declaração de bons instantes.

Já acreditei ter encontrado o amor da minha vida e o mais engraçado, que isso aconteceu mais de uma vez.

Em sonhos me perdi e encontrei-me por varias vezes, em dores e amores por incontáveis ensejos.

O que sei, ou ao menos tento me convencer disso, é que nunca sabemos ao certo quando e como certas coisas, que digamos sem vergonha não temos controle sobre elas, irão acontecer.

Existem coisas que acontecem, mas procuro aprender, que não podem ser apenas sentimento e emoção, que existe a necessidade de serem racionais, que precisam ser construídas, moldadas e firmadas.

A cada dia que passa, tenho aprendido que as coisas se tornam importantes para mim, porque passo a dedicar tempo e empenho a elas.

Posso construir sonhos, me prestar a fazer novos amigos, aplicar-me a escrever, cultivar o amor, cativar as pessoas, especializar-me em sorrir.

Ou posso simplesmente deixar que o tempo me leve, que toda e qualquer situação afete-me.

Mas, prefiro empenhar-me em ser escritor da minha própria história da vida.

Buscar coisas que me fazem bem, tendo sempre ciência de que novidades virão a cada raiar de alvorada.

Que novas folhas em branco serão anexadas a essa história e novas musicas ainda serão feitas no velho violão.

domingo, 30 de janeiro de 2011

...Avivar...

E de repente as coisas estacam...

É tempo de parar para pensar, refletir e talvez entender.

Estações, ocasiões, épocas.

Transições muitas vezes imperceptíveis e na maior parte das vezes ignoradas!


Mas o melhor seria aproveitar os novos inícios, as novas chances de se fazer algo diferente, quiçá melhor.

Novos sonhos, ambientes inusitados, ar fresco, recentes amizades, dar a vida um tom de inexperiência, deixar que algo seja original.

Não que o antigo tenha se tornado velho e sem valor, mas novidades trazem um refrescante frescor.

Uma certeza interna que me move a continuar, cheiro de chuva que vem à terra para lavar e como sopro sobre o rosto em dia de ventania traz a certeza de que algo maior vira.

Seja belo, seja certo, seja algo, ou seja, aquilo... Precisamos de algo que não nos deixe parar.

Um novo penteado, um novo devaneio, novas esperanças, um novo horizonte, um novo raiar, a indagação por novas respostas de ainda novas perguntas, a busca por renovar-se, precisa urgência de avivar.

Algo novo para se experimentar... Vivenciar.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Saudade.

Vida engraçada, divertida e sem noção.

Pessoas vêm e vão! Acrescentam pontos, vírgulas, frases completas em nossas vidas e como sopros de vento sobre a borracha já usada, se esvaem.

Resta-nos o pesado e acerbo sentimento de saudade, vontade de embargar o tempo e ter aquilo que ainda não se viveu.

Distancia não pode só ser medida em metros, mas sim mensurada no incômodo que é sentido quando se pensa nela.

Saudade é dor que se tem sem querer e que não há remédio para curar, a não ser estar perto daqueles que se deseja estar.

Mas a vida nos proporciona a felicidade de aprender, que nem tudo é como se quer e as dores nos trazem valores. Ensinam-nos a valorizar aquilo que temos aqui e agora.

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